Fauna e Flora
Parque Natural de Montesinho, no nordeste português.
As áreas protegidas de Portugal incluem um parque nacional, 12 parques naturais, 9reservas naturais, 5 monumentos naturais, e 7 paisagens protegidas, que vão desde oParque Nacional da Peneda-Gerês ao Parque Natural da Serra da Estrela.
O clima e a diversidade geográfica moldaram a flora portuguesa. No que diz respeito àsflorestas portuguesas estão muito difundidas, por razões económicas o pinheiro (especialmente as espécies Pinus pinaster e Pinus pinea), o castanheiro (Castanea sativa), o sobreiro (Quercus suber), a azinheira (Quercus ilex), o carvalho português (Quercus faginea) e o eucalipto (Eucalyptus globulus).
A fauna de mamíferos é muito variada e inclui a raposa, texugo, lince ibérico, lobo ibérico,cabra selvagem (Capra pyrenaica), o gato selvagem (Felis silvestris), a lebre, a doninha, o brabo, o mangusto (Herpestidae), Gineta, e avistamentos de urso pardo (perto do Rio Minho, perto da Peneda-Gerês) e muitos outros. Portugal é um lugar de paragem importante para aves migratórias que se deslocam entre a Europa e África, em lugares como o Cabo de São Vicente ou a Serra de Monchique, onde podem ser vistos milhares de pássaros que voam a partir da Europa para África no Outono ou no sentido oposto naPrimavera. Portugal tem cerca de 600 espécies de aves e quase todos os anos há novos registos. As ilhas dos Açores e da Madeira têm algumas espécies de origem americana, europeia e africana, enquanto o continente regista espécies de aves de origem europeia e africana.
Portugal tem mais de 100 espécies de peixes de água doce que variam desde o bagre gigante europeu (Parque Natural do Tejo Internacional) a pequenas espécies endémicas que vivem apenas em pequenos lagos (Zona Oeste, por exemplo). Algumas destas espécies raras e específicas estão altamente ameaçadas devido à perda de habitat, poluição e secas. As águas marinhas portuguesas são umas das mais ricas em biodiversidade do mundo. As espécies marinhas são na ordem dos milhares e incluem a sardinha (Sardina pilchardus), o atum e a cavala do Atlântico. A bioluminescência marinha está muito bem representada (em espectros de diferentes cores e formas), com fenómenos interessantes, como o plâncton brilhante, que é possível observar em algumas praias. Em Portugal também é possível observar o fenómeno de ressurgência, especialmente na costa oeste, que torna o mar extremamente rico em nutrientes e biodiversidade.
Demografia
| População de Portugal (INE, Lisboa) | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Ano | Total | Variação | Ano | Total | Variação |
| 1422 | 1 043 274 | - | 1900 | 5 423 132 | +7,4% |
| 1527 | 1 262 376 | +21,0% | 1911 | 5 960 056 | +9,9% |
| 1636 | 1 100 000 | -12,9% | 1920 | 6 032 991 | +1,2% |
| 1736 | 2 143 368 | +94,9% | 1930 | 6 825 883 | +13,1% |
| 1770 | 2 850 444 | +33,0% | 1940 | 7 722 152 | +13,1% |
| 1776 | 3 352 310 | +17,6% | 1950 | 8 441 312 | +9,3% |
| 1801 | 2 931 930 | -12,5% | 1960 | 8 851 289 | +4,9% |
| 1811 | 2 876 602 | -1,9% | 1970 | 8 568 703 | -3,2% |
| 1838 | 3 200 000 | +11,2% | 1981 | 9 852 841 | +15,0% |
| 1849 | 3 411 454 | +6,6% | 1991 | 9 862 540 | +0,1% |
| 1864 | 4 188 410 | +22,8% | 2001 | 10 356 117 | +5,0% |
| 1878 | 4 550 699 | +8,6% | 2007 | 10 617 575 | +2,5% |
| 1890 | 5 049 729 | +11,0% | Fontes: [66][67][68] | ||
Os dados sobre a composição genética dos Portugueses apontam para a sua fraca diferenciação interna e base essencialmentecontinental europeia paleolítica[69]É certo que houve processos démicos no Mesolítico (provável ligação ao Norte de África) eNeolítico (criando alguma ligação com o Médio Oriente, mas bastante menos do que noutras zonas da Europa), tal como as migrações das Idades do Cobre,Bronze e Ferro contribuíram para a indo-europeização da Península Ibérica (essenciamente uma «celtização»), sem apagar o forte carácter mediterrânico, particularmente a sul e leste. Aromanização, as invasõesgermânicas, o domínio islâmicomouro, a presença judaica e a escravatura subsariana terão tido igualmente o seu impacto e a sua contribuição démica. Podem mesmo listar-se todos os povos historicamente mais importantes que por Portugal passaram e/ou ficaram: as culturas pré-indo-europeias daIbéria (como Tartessos e outras anteriores) e seus descendentes (como os cónios, posteriormente «celtizados»); os protoceltas e celtas (tais como os lusitanos, gallaici,celtici); alguns poucos fenícios e cartagineses; Romanos; Suevos, búrios e visigodos, bem como alguns poucos vândalos e alanos; alguns poucos bizantinos; Berberes com algunsárabes e saqaliba (escravos eslavos); Judeus sefarditas; Africanos subsarianos; fluxos menos maciços de migrantes europeus (particularmente da Europa Ocidental). Todos estes processos populacionais terão deixado a sua marca, ora mais forte, ora só vestigial. Mas a base genética da população relativamente homogénea[70] do território português, como do resto da Península Ibérica, mantém-se a mesma nos últimos quarenta milénios: os primeiros seres humanos modernos a entrar na Europa Ocidental, os caçadores-recolectoresdo Paleolítico.
A população portuguesa é composta por 16,4% com idade compreendida entre os 0 e os 14 anos, 66,2% entre os 15 e os 64 anos e 17,4% com mais de 65 anos. A esperança média de vida é de 78,04 anos. Em termos de alfabetização, 93,3% sabem ler e escrever, tendo a taxa de analfabetismo vindo a descer ao longo dos anos.[71] O crescimento populacional situa-se nos 0,305%, nascendo 10,45 por cada mil habitantes e falecendo 10,62 por cada mil habitantes, o que faz com que a população não esteja a ser renovada, contribuindo para este facto a taxa de fertilidade que se situa nos 1,49.[72] Portugal é um dos países com mais baixa taxa de mortalidade infantil (5 por mil) no mundo.[73]
Evolução da população portuguesa entre 1961–2003 (número de habitantes em milhares; fonteFAO, 2005).
Apesar de Portugal ser um país desenvolvido, ainda existe população sem acesso a água canalizada e electricidade, embora em número bastante reduzido.[74] O saneamento básico ainda não abrange todo o território, sendo a região do Alentejo e de Lisboa e Vale do Tejo onde existe um maior número de população com acesso. Actualmente, ainda existe um grande número de habitações com fossa séptica, apesar de algumas não terem qualquer saneamento.[75] O acesso à saúde é garantido a toda a população, sendo o acesso aos medicamentos garantido a 95 – 100% da população.[76]
Vivem em Portugal perto de 550 mil imigrantes, o que representa aproximadamente 5% da população portuguesa, sendo a maioria oriunda do Brasil (66 700), seguida da Ucrânia (65 800) e de Cabo Verde (64 300), entre outros, tais como Moldávia, Roménia, Guiné-Bissau,Angola, Timor-Leste, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Rússia.
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